O que é Sistema de Plantio Direto e como está revolucionando a agricultura

Sistema de Plantio Direto, revolução na agricultura

Buscar a melhor forma de plantio é um dos objetivos principais dos agricultores para alcançar uma boa produção.

Sistema de Plantio Direto (SPD) é uma técnica capaz de trazer excelentes resultados na gestão da terra, através de um plantio executado sem as etapas do preparo convencional da aração e gradagem.

Com isso, o SPD é fundamentado na diversificação de espécies, na cobertura constante do solo e na mobilização de solo apenas na linha de semeadura.

Trata-se de técnicas, tecnologias, produtos e processos com o menor grau possível de perturbação do plantio, produzindo sem um preparo prévio do solo.

Sendo o objetivo principal é diminuir o impacto das máquinas agrícolas e de processos tradicionais de agricultura sobre o solo, por isso requer menos máquinas, equipamentos e força de trabalho.

Surgimento do Sistema Plantio Direto

Considerada como uma tecnologia conservacionista, a mesma se desenvolveu a partir da década de 1990, no Brasil.

A mesma se expandiu e atualmente é uma das principais formas de plantio, já que melhora o solo, o rendimento das culturas e melhor produção e competitividade para os produtores.

Definido como um processo de semeadura em solo não revolvido, onde as sementes são colocadas em sulcos ou covas, a cobertura do solo é uma das suas principais características, que garante a proteção do mesmo contra a erosão, as gotas de chuva, o escorrimento superficial e outros processos naturais danosos.



Para isso, são colocados na superfície restos de vegetais, trigo, milho, aveia, milheto e palha, para formar essa proteção.

Com isso, o SPD (Sistema de Plantio Direto) é caracterizado como uma modalidade de cultivo mínimo, se comparada com as demais, já que o preparo do solo se baseia apenas no sulco de semeadura, adubação e aplicação de herbicidas para o controle de plantas daninhas, em uma só operação.

Para agricultura agroecológica as plantas invasoras são consideradas espontâneas, onde eles possuem uma finalidade de estarem ali, assim como servindo como cobertura no plantio direto.

Segundo a Embrapa, estima-se que em 1998, a área cultivada com o SPD, no Brasil, superou os 8 milhões de hectares.

Benefícios

O conceito de SPD no Brasil se caracteriza como uma forma de gestão da terra, baseada no processo contínuo de colher-semear.

Para isso, há uma minimização do intervalo entre a colheita e semeadura, acontecendo safra após safra, aumentando a produtividade.

Além disso, a qualidade do solo é um dos principais benefícios, uma vez que há um melhor controle biológico das pragas, doenças e plantas daninhas.

Isso acontece porque a erosão é eliminada graças à proteção do solo, melhorando assim, a ação dos fertilizantes no mesmo.

Com isso, aumenta-se a floculação, a agregação do solo e a redução da decomposição de matéria orgânica.

O meio ambiente também é favorecido, já que a técnica evita o assoreamento de rios, enriquece o solo por manter matéria orgânica na superfície, além de proporcionar mais água e nutrientes ao mesmo.

Em decorrência desses benefícios, em 2017, o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) registrou o incremento do financiamento, para o Sistema de Plantio Direto (SPD), via linhas do Plano Agrícola e Pecuário.

O número de contratos cresceu mais de 1.000%; o valor contratado, quase 200%; e a área financiada, acima de 1.200%. http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sustentabilidade/plano-abc

Benefícios do Plantio Direto

• Preservação do solo, controlar a erosão
• Agricultura mais racional e sustentável
• A palhada serve como sombreamento e mantem a umidade no solo
• Diminui o custo de produção (máquina/homem/combustível/tempo/defensivos)
• Aumenta matéria orgânica no solo

Custos

O custo baixo para implementação e manutenção desse sistema, é um atrativo para os produtores. Por necessitar de menos intervenções humanas, a economia com maquinário, energia e combustível são enormes.

A redução da erosão, evita a necessidade de replantio devido a esses fatores externos prejudiciais, evitando assim, o gasto com mais combustível para o trator, com mais sementes e adubos.

Com isso, a poupança de energia e combustível pode ser de até 70%, aliado à redução de 50% do investimento total em máquinas.

Nas entrelinhas da cultura principal poderá utilizar leguminosas com o objetivo de adubação verde e cobertura de solo, a consorciamento de cultura é bem-vinda. http://www.sitiopema.com.br/adubacao-verde-reduzir-custos-aumentar-produtividade/

Além disso, a retenção de umidade proporcionada pela cobertura das sementes permite bons rendimentos produtivos e financeiros, mesmo em época de secura, uma vez que há um menor escorrimento superficial, maior infiltração e menor evaporação da água.

Porém exige mais conhecimento do agricultor, que tenha um amplo domínio de todas as fases do sistema, envolvendo o manejo de mais de uma cultura, um consorciamento e rotação de cultura. Às vezes é necessária uma associação de agricultura, pecuária e floresta.